Home Blog

Chapo remete queixas do Anamola sobre violência política à PGR

0
Daniel Chapo encaminhou ao procurador-geral da República e ao ministro do Interior as denúncias apresentadas pelo Anamola sobre alegada violência política contra membros do partido.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, encaminhou às autoridades competentes as denúncias apresentadas pelo partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola) sobre alegados casos de violência e perseguição política contra os seus membros e simpatizantes.

A informação consta de um documento do Gabinete do Presidente da República, datado de 29 de maio, enviado ao presidente interino do Anamola, Venâncio Mondlane, e posteriormente divulgado pelo dirigente político na sua página oficial na rede social Facebook.

Segundo o documento, Daniel Chapo determinou o envio da participação ao procurador-geral da República e ao ministro do Interior para apreciação e adoção das medidas consideradas adequadas.

“O Presidente da República ordenou a remessa do expediente à consideração de suas excelências o procurador-geral da República e o ministro do Interior, para a apreciação e adoção dos procedimentos legais tidos por adequados”, refere a comunicação oficial.

Presidência considera denúncias matéria criminal

O documento surge em resposta a uma petição submetida pelo Anamola, na qual o partido solicitava a intervenção do Chefe de Estado perante o que considera ser uma escalada de violência política em várias regiões do país.

Na petição, a formação política denuncia alegados casos de violência física, sequestro, tortura e perseguição política dirigidos contra membros e simpatizantes da organização.

O Gabinete do Presidente da República refere que a participação apresentada contém alegações de natureza eminentemente criminal, razão pela qual o assunto foi remetido às entidades competentes para investigação e eventual responsabilização.

Mondlane denuncia morte de 56 membros do partido

Em maio, Venâncio Mondlane denunciou o alegado assassinato de 56 membros do seu projeto político, convocando para o dia seguinte um minuto de silêncio, a entoação do hino nacional e manifestações sonoras através de apitos em homenagem às vítimas.

O anúncio foi feito após mais um caso registado na província de Manica, que o dirigente apontou como parte de uma alegada campanha de violência contra os seus apoiantes.

Candidato presidencial nas eleições de 2024 e um dos principais críticos da governação moçambicana, Mondlane defendeu que os alegados assassinatos representam uma reação ao crescimento da influência política do Anamola, que, segundo afirmou, possui uma base social “extremamente forte”.

O líder político reiterou ainda que o partido pretende continuar a sua atuação através de uma luta política “livre, justa e pacífica”.

Queixa na Procuradoria-Geral da República

Também em maio, Mondlane anunciou ter regressado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apresentar uma denúncia atualizada sobre alegados casos de perseguição política.

Segundo o dirigente, o relatório submetido às autoridades reúne 436 casos de violência extrema alegadamente praticados contra membros e simpatizantes do Anamola.

Ausência no Conselho de Estado

Moçambique realiza esta terça-feira uma reunião do Conselho de Estado, órgão consultivo do Presidente da República, do qual Venâncio Mondlane é membro.

No entanto, o líder do Anamola comunicou, através de uma carta datada de 8 de junho, a impossibilidade de participar no encontro.

Na missiva, Mondlane justificou a ausência com o cumprimento de uma agenda política internacional previamente assumida, destinada a contactos com diferentes entidades sobre a situação política e dos direitos humanos em Moçambique.

Ex-bancário obrigou namorada a prostituir-se com 500 homens em França

0
ex-bancário obrigou namorada a prostituir-se em França
ex-bancário obrigou namorada a prostituir-se em França

Ex-bancário é acusado de obrigar namorada a prostituir-se com centenas de homens em França

Um ex-bancário está a ser julgado em França por alegadamente ter forçado a companheira a prostituir-se com centenas de homens ao longo de vários anos. O caso, que tem gerado forte impacto mediático no país, envolve acusações de exploração sexual, violência psicológica e proxenetismo agravado.

Segundo a investigação das autoridades francesas, o suspeito controlava a vida da vítima e organizava encontros sexuais com diversos homens. A acusação sustenta que a mulher era submetida a manipulação emocional e intimidação constante, vivendo numa situação de dependência e medo.

https://www.effectivecpmnetwork.com/jg60y4z60?key=76e91ec7ba7ea364bee0c40f3186977b

Investigação aponta esquema de exploração sexual

De acordo com o Ministério Público francês, o ex-bancário coordenava os encontros e retirava benefícios da atividade. Os investigadores acreditam que o esquema terá funcionado durante anos e envolvido centenas de homens em diferentes regiões de França.

As autoridades afirmam que a vítima enfrentava um ambiente de forte pressão psicológica, o que dificultava qualquer tentativa de fuga ou denúncia. O caso ganhou grande repercussão devido à dimensão dos alegados abusos e ao número de pessoas envolvidas.

Papa pede perdão pela escravatura: “Não podemos negar”

Julgamento decorre em França

O julgamento está a decorrer num tribunal francês e poderá prolongar-se durante várias sessões. O arguido enfrenta acusações graves relacionadas com exploração sexual e violência contra a companheira.

Enquanto a defesa contesta parte das acusações apresentadas pela justiça francesa, o Ministério Público considera existirem provas suficientes para sustentar a existência de um esquema de coerção e exploração continuada.

Caso gera debate sobre violência e exploração

O processo voltou a colocar em debate a violência contra mulheres e os mecanismos de exploração sexual em França. Organizações de apoio às vítimas têm defendido o reforço das medidas de proteção e acompanhamento psicológico para mulheres em situações semelhantes.

Especialistas alertam que casos de manipulação emocional e dependência psicológica podem dificultar denúncias e prolongar contextos de abuso durante vários anos.

Papa pede perdão pela escravatura: “Não podemos negar”

0
Papa pede perdão pela escravatura
Papa pede perdão pela escravatura

Papa Leão XIV pede perdão histórico pela demora da Igreja em condenar a escravatura

O papa Leão XIV fez um pedido público de perdão pela demora histórica da Igreja Católica em condenar a escravatura. A declaração faz parte da encíclica Magnifica Humanitas, divulgada esta semana pelo Vaticano, e já está a gerar forte repercussão internacional.

No documento, o pontífice reconhece que a Igreja Católica demorou séculos a assumir uma posição clara contra a escravatura. Além disso, admite que membros da instituição participaram e legitimaram práticas de escravização em diferentes períodos da história.

Papa reconhece falha histórica da Igreja Católica

Segundo Leão XIV, a escravatura representa “uma grave violação da dignidade humana” e deixou marcas profundas na humanidade. O papa afirmou ainda que a Igreja falhou ao não condenar imediatamente essas práticas.

“Em nome da Igreja, peço sinceramente perdão”, declarou o líder católico na encíclica.

O texto recorda que apenas no século XIX surgiu uma condenação oficial e universal da escravatura por parte da Igreja Católica. Até então, diferentes interpretações religiosas permitiram que a prática continuasse em várias regiões do mundo.

Escravatura é considerada “ferida na memória cristã”

Na encíclica, o papa descreve a escravatura como “uma ferida na memória cristã”. O documento destaca o sofrimento de milhões de pessoas submetidas à exploração e à perda de liberdade ao longo da história.

Especialistas internacionais afirmam que esta é uma das declarações mais diretas já feitas por um pontífice sobre a responsabilidade histórica da Igreja Católica no tema.

Mais de 15 mil pessoas fogem de ataques terroristas em Cabo Delgado durante maio

Encíclica também alerta para novos tipos de exploração

Além da escravatura, Leão XIV abordou temas atuais relacionados à dignidade humana. O papa alertou para os riscos da inteligência artificial e para novas formas de exploração ligadas à economia digital.

O líder religioso defendeu que o avanço tecnológico deve respeitar os direitos humanos e criticou o uso do conceito de “guerra justa” para justificar conflitos armados modernos.

Vaticano tenta reforçar mensagem de justiça social

Com esta posição, o Vaticano procura reforçar a defesa dos direitos humanos e aproximar a Igreja de debates sociais contemporâneos. A declaração do papa Leão XIV já está entre os temas mais comentados da imprensa internacional e deve continuar a gerar discussões nos próximos dias.

ACOMPANHA O MUNDIAL AQUI

Ébola já causou mais de 200 mortes e preocupa países africanos

0
ébola na RDCongo

Ébola na RDCongo já causou mais de 200 mortes e preocupa países africanos

A epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDcongo) já provocou mais de 200 mortes, segundo um novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde do país. As autoridades alertam para o elevado risco de propagação da doença em vários países africanos vizinhos.

Mais de 200 mortes por ébola na RDCongo

De acordo com os dados oficiais divulgados este domingo, foram registadas 204 mortes e 867 casos suspeitos de ébola em três províncias da RDCongo. O número representa um aumento significativo face ao balanço anterior da Organização Mundial da Saúde (OMS), que na sexta-feira apontava para 177 mortes e 750 casos suspeitos.

Mais de 15 mil pessoas fogem de ataques terroristas em Cabo Delgado durante maio

A epidemia foi oficialmente declarada em 15 de maio e é causada pelo vírus Bundibugyo, uma variante do ébola para a qual ainda não existe vacina nem tratamento específico. A taxa de mortalidade pode atingir os 50%, aumentando a preocupação das autoridades sanitárias internacionais.

OMS emite alerta internacional

A Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta sanitário internacional devido ao crescimento rápido da epidemia. Apesar disso, a organização considera que o risco de propagação global continua reduzido.

Nos últimos 50 anos, o ébola já matou mais de 15 mil pessoas em África. A taxa de mortalidade da doença varia entre 25% e 90%, dependendo da variante do vírus e das condições de resposta sanitária.

A epidemia mais grave registada na RDCongo ocorreu entre 2018 e 2020, quando cerca de 2.300 pessoas morreram entre 3.500 infetados.

Epidemia alastra em regiões instáveis

Atualmente, o vírus já se espalhou por três províncias da RDCongo: Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. A epidemia começou em Ituri, uma região mineira com grande circulação de pessoas, e rapidamente se expandiu para áreas afetadas por conflitos armados.

Segundo Jean Kaseya, diretor do Africa CDC, “a mobilidade e a insegurança” facilitam a propagação do vírus. A região enfrenta ainda graves dificuldades logísticas, com estradas degradadas e presença de grupos armados.

Dez países africanos em risco

O Africa CDC alertou que pelo menos 10 países africanos estão em risco de serem afetados pela epidemia de ébola. Entre eles estão:

  • Sudão do Sul
  • Ruanda
  • Quénia
  • Tanzânia
  • Etiópia
  • Congo-Brazzaville
  • Burundi
  • Angola
  • República Centro-Africana
  • Zâmbia

No Uganda, país vizinho da RDCongo, foram confirmados três novos casos este sábado, elevando o total para cinco infetados e uma morte.

Falta de testes dificulta controlo da doença

As autoridades congolesas admitem que ainda foram realizados poucos testes laboratoriais devido à localização remota do foco da epidemia. Até ao momento, apenas 91 casos foram oficialmente confirmados e 10 mortes tiveram confirmação laboratorial.

A resposta internacional também enfrenta dificuldades no terreno. Apesar do envio de equipas da OMS e de dezenas de toneladas de material médico, a organização das operações continua lenta nas áreas mais afetadas.

Ruanda reforça medidas fronteiriças

Como medida preventiva, o Ruanda proibiu a entrada de cidadãos estrangeiros que tenham estado recentemente na RDCongo. O governo ruandês também impôs quarentena obrigatória aos cidadãos nacionais provenientes do território congolês.

Esta é já a 17.ª epidemia de ébola registada na RDCongo. O surto acontece numa altura em que várias organizações humanitárias enfrentam cortes no financiamento internacional, sobretudo após a redução do apoio dos Estados Unidos à OMS.

Mais de 15 mil pessoas fogem de ataques terroristas em Cabo Delgado durante maio

0
ataques terroristas em Cabo Delgado

Mais de 15 mil pessoas fugiram de ataques terroristas no distrito de Ancuabe, na província moçambicana de Cabo Delgado, desde o início de maio. A informação foi divulgada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), que alerta para o agravamento da crise humanitária na região norte de Moçambique.

Segundo o relatório da OIM, referente ao período entre 1 e 19 de maio, os ataques realizados por grupos armados não estatais provocaram deslocamentos em massa para várias aldeias de Ancuabe e para os distritos vizinhos de Montepuez e Chiúre.

Mais de 15 mil deslocados em Cabo Delgado

De acordo com os dados da organização, 15.286 pessoas, equivalentes a 4.886 famílias, abandonaram as localidades de Nacuale, Minheuene, Metoro e Meza devido à violência armada.

No relatório anterior, que analisava os acontecimentos entre 1 e 10 de maio, a OIM registava cerca de 12 mil deslocados. O aumento demonstra a intensificação dos ataques terroristas em Cabo Delgado nas últimas semanas.

Entre os deslocados identificados estão:

  • 7.781 crianças, representando 51% do total;
  • 4.301 mulheres adultas;
  • 102 mulheres grávidas;
  • 292 idosos com mais de 60 anos;
  • 33 pessoas com deficiência;
  • 10 crianças desacompanhadas.

A OIM manifestou preocupação com os riscos de separação familiar, violência de género, perda de documentos e sofrimento psicológico entre os deslocados.

Estado Islâmico reivindica ataques em Ancuabe

Elementos ligados ao grupo extremista Estado Islâmico reivindicaram ataques realizados em 7 de maio em Cabo Delgado. Segundo a propaganda divulgada pelos insurgentes, foram destruídas uma igreja, lojas pertencentes a cristãos e cerca de 220 casas no distrito de Ancuabe.

Os extremistas afirmaram ainda ter atacado um quartel na aldeia de Nacoja, expulsando combatentes locais antes de incendiar infraestruturas e residências.

O ataque à aldeia de Nacoja ocorreu em 5 de maio, poucos dias após outra incursão na aldeia de Minheuene, em Mazeze. Na ocasião, os rebeldes destruíram a missão de São Luís de Monfort, construída em 1946 e considerada um símbolo da presença católica na região.

Além da destruição de dezenas de residências, pelo menos 22 pessoas foram raptadas durante o ataque.

Suposto terrorista abatido em Cabo Delgado

Violência em Cabo Delgado já provocou mais de 6.500 mortes

A província de Cabo Delgado enfrenta uma insurgência armada desde outubro de 2017, quando foi registado o primeiro ataque no distrito de Mocímboa da Praia.

Segundo a organização ACLED, especializada na monitorização de conflitos armados, foram registados 10 eventos violentos entre 4 e 17 de maio, sendo nove atribuídos a extremistas ligados ao Estado Islâmico.

Os ataques provocaram 26 mortos nas últimas duas semanas e elevaram para 6.570 o número total de vítimas mortais desde o início da insurgência em Cabo Delgado.

A ACLED acrescenta que, dos 2.384 eventos violentos registados desde 2017, 2.203 envolveram combatentes associados ao Estado Islâmico Moçambique

Suposto terrorista abatido em Cabo Delgado

0
Suposto terrorista abatido na província moçambicana de Cabo Delgado
Suposto terrorista abatido na província moçambicana de Cabo Delgado

Suposto terrorista é abatido em Cabo Delgado após recusar seguir grupo armado

Pemba, Moçambique – Um suposto terrorista foi abatido a tiro na noite de quinta-feira, na vila sede distrital de Macomia, província moçambicana de Cabo Delgado. A informação foi confirmada esta sexta-feira por uma fonte oficial à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, o homem foi morto dentro da sua residência, localizada no bairro Napuluboxon, por volta das 23h00 locais. O crime terá sido cometido por indivíduos armados que alegadamente pertencem a grupos extremistas ativos na região.

De acordo com o relato, os suspeitos pretendiam obrigar a vítima a acompanhá-los para uma incursão nas matas. Após recusar seguir o grupo, o homem foi baleado mortalmente na zona do tórax.

“O grupo exigia que ele seguisse para a mata para cumprir determinadas obrigações. Como resistiu, acabaram por matá-lo”, explicou a fonte.

Estado Islâmico volta a atacar em Cabo Delgado: 26 mortos e mais de 13 mil deslocados

População de Macomia vive clima de medo

O incidente gerou pânico entre os moradores do bairro Napuluboxon, em Macomia. A população pediu intervenção urgente das Forças de Defesa e Segurança (FDS), devido à suspeita de que os autores do crime pertençam aos grupos terroristas que atuam em Cabo Delgado.

Apesar da rápida mobilização das autoridades, os atacantes já tinham abandonado o local antes da chegada dos militares.

“As Forças de Defesa e Segurança chegaram depois, mas os malfeitores já tinham fugido”, acrescentou a fonte.

Violência terrorista continua em Cabo Delgado

A província de Cabo Delgado enfrenta ataques extremistas desde outubro de 2017, quando ocorreu o primeiro ataque armado no distrito de Mocímboa da Praia. A região, rica em recursos naturais e gás natural, continua a ser palco de ações violentas atribuídas ao grupo Estado Islâmico Moçambique (EIM).

Segundo dados recentes da organização ACLED (Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos), foram registados 10 eventos violentos nas últimas duas semanas em Cabo Delgado. Desses ataques, nove foram atribuídos a extremistas ligados ao Estado Islâmico.

Os confrontos provocaram 26 mortos, elevando para 6.570 o número total de vítimas mortais desde o início da insurgência armada em 2017.

ACLED alerta para expansão dos ataques

O relatório mais recente da ACLED indica que combatentes do Estado Islâmico Moçambique deslocaram-se para sul, atravessando os distritos de Ancuabe e Chiúre. Apesar da presença de tropas moçambicanas e ruandesas em Ancuabe, os insurgentes enfrentaram apenas resistência de moradores locais e milícias naparamas, que não possuem armas de fogo.

Além disso, o grupo extremista continua ativo em Macomia e no sul de Mocímboa da Praia. A organização refere ainda que pescadores e comerciantes enfrentam ameaças constantes tanto dos insurgentes como de elementos ligados à marinha, acusados de extorquir operadores civis.

Mais de 13 mil deslocados em Ancuabe

A violência provocou uma nova vaga de deslocamentos em Cabo Delgado. Dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) apontam que mais de 13 mil pessoas abandonaram as suas casas no distrito de Ancuabe até 12 de maio.

A ACLED acredita que este número tenha aumentado significativamente nos últimos dias, devido à intensificação dos ataques em aldeias da região.

Em Messanja, no distrito de Chiúre, insurgentes incendiaram casas e uma igreja no dia 17 de maio, entrando em confronto com milícias naparamas. O Estado Islâmico reivindicou a morte de 26 combatentes locais, embora fontes comunitárias relatem números diferentes.

Estado Islâmico volta a atacar em Cabo Delgado: 26 mortos e mais de 13 mil deslocados

0
Estado Islâmico volta a atacar em Cabo Delgado: 26 mortos e mais de 13 mil deslocados
Estado Islâmico volta a atacar em Cabo Delgado: 26 mortos e mais de 13 mil deslocados

Cabo Delgado: ataques ligados ao Estado Islâmico fazem 26 mortos e provocam mais de 13 mil deslocados

Estado Islâmico volta a atacar em Cabo Delgado: 26 mortos e mais de 13 mil deslocados
Estado Islâmico volta a atacar em Cabo Delgado: 26 mortos e mais de 13 mil deslocados

Os ataques armados ligados ao Estado Islâmico na província de Cabo Delgado causaram pelo menos 26 mortos nas últimas duas semanas e obrigaram mais de 13 mil pessoas a abandonar as suas casas, segundo dados divulgados pela organização ACLED.

De acordo com o mais recente relatório da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED), entre 4 e 17 de maio foram registados 10 episódios de violência em Cabo Delgado, sendo nove atribuídos a grupos extremistas associados ao Estado Islâmico em Moçambique.

Violência em Cabo Delgado continua a aumentar

Desde o início da insurgência armada em outubro de 2017, a ACLED contabilizou 2.384 incidentes violentos na região, dos quais 2.203 envolveram elementos ligados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM). O número total de mortos já ultrapassa 6.570 vítimas.

O relatório indica que combatentes do EIM deslocaram-se para sul através do distrito de Ancuabe e chegaram ao distrito de Chiúre, expandindo novamente a área de atuação dos insurgentes em Cabo Delgado.

Banco de Leite Humano do HCM ultrapassa 7 mil doadoras e salva milhares de bebés

Segundo a ACLED, apesar da presença de forças militares moçambicanas e ruandesas em Ancuabe, os insurgentes encontraram resistência sobretudo por parte de moradores locais e das milícias tradicionais conhecidas como naparamas, grupos que atuam sem armamento pesado.

Ataques em Cabo Delgado provocam milhares de deslocados

A escalada da violência levou mais de 13 mil pessoas a fugir das suas casas apenas no distrito de Ancuabe, de acordo com dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A ACLED alerta que o número real de deslocados poderá ser significativamente maior devido à continuação dos ataques armados na região.

Na aldeia de Messanja, no distrito de Chiúre, insurgentes incendiaram casas e uma igreja antes de entrarem em confronto com elementos naparamas.

Nos canais de propaganda do Estado Islâmico, o grupo reivindicou a morte de 26 membros das milícias locais. No entanto, fontes locais citadas pela ACLED afirmam que vários insurgentes também terão sido mortos durante os confrontos.

Estado Islâmico mantém presença ativa em Cabo Delgado

O relatório refere ainda que insurgentes continuam ativos em distritos como Macomia e Mocímboa da Praia. Em Macomia, combatentes utilizaram engenhos explosivos improvisados contra uma coluna das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Além da violência em terra, pescadores e comerciantes da costa de Cabo Delgado enfrentam ameaças constantes tanto de insurgentes como de elementos ligados às forças marítimas, segundo a organização.

Conflito em Cabo Delgado preocupa Moçambique e a região

A província de Cabo Delgado, rica em recursos naturais e projetos de gás natural, enfrenta ataques extremistas há oito anos. O primeiro grande ataque aconteceu em 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

Especialistas alertam que a persistência da violência em Cabo Delgado continua a agravar a crise humanitária em Moçambique e representa um desafio para a segurança regional na África Austral.

Banco de Leite Humano do HCM ultrapassa 7 mil doadoras e salva milhares de bebés

0

Mais de 6 mil recém-nascidos já foram beneficiados desde 2018

O Hospital Central de Maputo (HCM) anunciou que o seu Banco de Leite Humano já ultrapassou a marca de 7 mil mulheres doadoras voluntárias desde a criação do projecto, em Outubro de 2018.

Segundo dados avançados pela directora-geral do hospital, Farida Urci, mais de 6 mil recém-nascidos já beneficiaram da iniciativa, considerada uma referência nacional na promoção da saúde materno-infantil.

Iniciativa ajuda bebés prematuros e vulneráveis

As informações foram divulgadas durante as celebrações do Dia Mundial da Doação de Leite Humano, assinalado a 19 de Maio.

Na ocasião, responsáveis da saúde destacaram a importância da doação de leite humano para a sobrevivência e desenvolvimento saudável de bebés prematuros e recém-nascidos em situação de vulnerabilidade.

Paulo Ivo Garrido reforça importância do aleitamento materno

O antigo ministro da Saúde, Paulo Ivo Garrido, também participou das actividades e voltou a defender o aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida.

Segundo Garrido, o leite materno continua entre os principais factores de protecção contra doenças infantis e complicações neonatais.

O antigo governante alertou ainda para os riscos do uso inadequado de fórmulas artificiais sem acompanhamento médico especializado.

Banco de leite é único no país

Actualmente, o Banco de Leite Humano do HCM é o único em funcionamento em Moçambique.

O projecto resulta de uma parceria internacional envolvendo:

  • Agência Brasileira de Cooperação
  • Fundação Oswaldo Cruz
  • Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
  • DFID do Reino Unido

Campanhas de sensibilização continuam

Especialistas defendem maior expansão das campanhas de sensibilização sobre doação de leite humano em comunidades e unidades sanitárias.

Nas redes sociais, muitos internautas elogiaram o trabalho desenvolvido pelo HCM, considerando a iniciativa um exemplo de solidariedade e apoio à saúde infantil em Moçambique.


Por: Bendito Arnaldo

Yoweri Museveni toma posse para o sétimo mandato presidencial no Uganda

0

Presidente ugandês prolonga liderança para quase cinco décadas no poder

O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, tomou posse esta terça-feira para o seu sétimo mandato presidencial, prolongando a sua permanência no poder para uma quinta década consecutiva

Museveni, de 81 anos, voltou a vencer as eleições presidenciais realizadas em Janeiro deste ano com cerca de 72% dos votos, segundo os resultados oficiais divulgados pelas autoridades eleitorais ugandesas.

Eleições foram marcadas por polémicas

A votação foi acompanhada por denúncias de violência, intimidação e alegadas irregularidades eleitorais levantadas por sectores da oposição.

Apesar das críticas, Museveni foi oficialmente declarado vencedor e manteve-se no comando do país que governa desde 1986, após chegar ao poder como líder guerrilheiro.

Economia e petróleo dominaram discurso

Durante o discurso de tomada de posse, Museveni destacou o crescimento económico do Uganda e afirmou que o país poderá atingir crescimento económico de dois dígitos nos próximos anos.

O chefe de Estado aposta fortemente no início da produção de petróleo bruto como motor para impulsionar a economia ugandesa.

Sucessão política continua a gerar debates

Nos últimos anos, têm aumentado especulações sobre o futuro político do Uganda e a possível sucessão de Museveni.

Muitos analistas acreditam que o Presidente poderá favorecer o seu filho, Muhoozi Kainerugaba, actual chefe militar do país, como futuro sucessor político.

Entretanto, Museveni já negou publicamente estar a preparar o filho para assumir a presidência.

Bobi Wine continua fora do país

O principal opositor ugandês, Bobi Wine, que ficou em segundo lugar nas duas últimas eleições presidenciais, continua exilado nos Estados Unidos.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Bobi Wine deixou o Uganda após uma alegada operação militar contra a sua residência depois das eleições.

Nas redes sociais, a tomada de posse de Museveni voltou a gerar debates sobre democracia, alternância política e estabilidade em África.

Fonte: Reuters

Por: Bendito Arnaldo

Voos domésticos em Moçambique reduzem 14% devido à crise operacional da LAM

0

Mais de 170 mil passageiros deixaram de viajar em voos internos em 2025

Os voos domésticos em Moçambique registaram uma queda de 14% no número de passageiros transportados durante o ano de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM).

De acordo com o relatório consultado pela agência Lusa, o país passou de 1.237.566 passageiros em 2024 para apenas 1.066.812 passageiros em 2025.

Problemas operacionais da LAM afectaram ligações aéreas

O relatório aponta que a redução está ligada às dificuldades operacionais enfrentadas pela Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), incluindo:

  • indisponibilidade de aeronaves
  • redução de frequências
  • cancelamentos
  • suspensão de rotas

Além da queda no número de passageiros, o movimento de aeronaves também diminuiu 12%, passando de 38.089 movimentos em 2024 para 33.580 em 2025.

Custos elevados agravaram situação

Segundo o documento do IACM, o aumento dos custos de combustível, manutenção de aviões e despesas operacionais tornou o transporte aéreo menos sustentável economicamente ao longo do ano.

Apesar da queda nos voos domésticos e regionais africanos, os voos intercontinentais tiveram crescimento de 7%, atingindo 231.282 passageiros, impulsionados pela recuperação gradual da procura internacional.

Solenta prepara entrada no mercado doméstico

Enquanto a LAM continua a enfrentar dificuldades, a companhia privada Solenta prepara-se para iniciar operações domésticas em Moçambique.

A empresa deverá instalar a sua base operacional no Aeroporto Internacional da Beira, com três aeronaves previstas para começar operações no segundo semestre de 2026.

Segundo o IACM, a Solenta já recebeu licença oficial para operar rotas domésticas e regionais no país.

Governo aposta na reestruturação da LAM

Em Maio de 2025, o Governo avançou com um processo de reestruturação da LAM, incluindo a chegada de novas aeronaves para tentar recuperar a capacidade operacional da companhia estatal.

Nas redes sociais, vários moçambicanos continuam a criticar os constantes cancelamentos, atrasos e dificuldades nas ligações aéreas nacionais, sobretudo em rotas consideradas estratégicas.

Fonte: Lusa

Por: Bendito Arnaldo