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Voos domésticos em Moçambique reduzem 14% devido à crise operacional da LAM

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Mais de 170 mil passageiros deixaram de viajar em voos internos em 2025

Os voos domésticos em Moçambique registaram uma queda de 14% no número de passageiros transportados durante o ano de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM).

De acordo com o relatório consultado pela agência Lusa, o país passou de 1.237.566 passageiros em 2024 para apenas 1.066.812 passageiros em 2025.

Problemas operacionais da LAM afectaram ligações aéreas

O relatório aponta que a redução está ligada às dificuldades operacionais enfrentadas pela Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), incluindo:

  • indisponibilidade de aeronaves
  • redução de frequências
  • cancelamentos
  • suspensão de rotas

Além da queda no número de passageiros, o movimento de aeronaves também diminuiu 12%, passando de 38.089 movimentos em 2024 para 33.580 em 2025.

Custos elevados agravaram situação

Segundo o documento do IACM, o aumento dos custos de combustível, manutenção de aviões e despesas operacionais tornou o transporte aéreo menos sustentável economicamente ao longo do ano.

Apesar da queda nos voos domésticos e regionais africanos, os voos intercontinentais tiveram crescimento de 7%, atingindo 231.282 passageiros, impulsionados pela recuperação gradual da procura internacional.

Solenta prepara entrada no mercado doméstico

Enquanto a LAM continua a enfrentar dificuldades, a companhia privada Solenta prepara-se para iniciar operações domésticas em Moçambique.

A empresa deverá instalar a sua base operacional no Aeroporto Internacional da Beira, com três aeronaves previstas para começar operações no segundo semestre de 2026.

Segundo o IACM, a Solenta já recebeu licença oficial para operar rotas domésticas e regionais no país.

Governo aposta na reestruturação da LAM

Em Maio de 2025, o Governo avançou com um processo de reestruturação da LAM, incluindo a chegada de novas aeronaves para tentar recuperar a capacidade operacional da companhia estatal.

Nas redes sociais, vários moçambicanos continuam a criticar os constantes cancelamentos, atrasos e dificuldades nas ligações aéreas nacionais, sobretudo em rotas consideradas estratégicas.

Fonte: Lusa

Por: Bendito Arnaldo

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