Manifestantes exigiam justiça após morte de membro do partido no Chimoio
Dezenas de apoiantes do ANAMOLA concentraram-se esta terça-feira numa das principais avenidas da Maputo para protestar contra o assassinato de mais um dirigente ligado ao partido liderado por Venâncio Mondlane.
A manifestação terminou em momentos de tensão e escaramuças com a polícia após a intervenção das forças de segurança para dispersar os participantes.
Protesto aconteceu após morte de dirigente no Chimoio
O protesto foi convocado depois do assassinato de Anselmo Vicente, coordenador do partido no Chimoio, morto a tiro no último sábado quando regressava de uma reunião partidária.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o político seguia acompanhado de outro membro do partido no momento do ataque.
Durante a concentração, os manifestantes exibiram cartazes com mensagens como:
- “Justiça”
- “Podem nos matar, não vamos desistir”
Além disso, vários participantes usaram apitos, vuvuzelas e entoaram palavras de ordem exigindo o fim da violência política no país.
Polícia tentou dispersar manifestantes
O protesto decorreu inicialmente de forma pacífica no cruzamento das avenidas Guerra Popular e 24 de Julho.
No entanto, a intervenção policial para impedir bloqueios da estrada acabou gerando momentos de tensão entre manifestantes e agentes da polícia.
Apesar das escaramuças, não houve registo oficial de detenções nem feridos.
Venâncio Mondlane denuncia perseguição política
Venâncio Mondlane afirmou que o partido já registou dezenas de casos de violência contra membros da organização política desde o ano passado.
Segundo o político, o ANAMOLA contabiliza alegadamente 56 membros assassinados, além de centenas de casos ligados a agressões, perseguições e destruição de bens.
Mondlane apelou à realização de três dias de luto e protestos pacíficos em memória das vítimas.
Clima político continua tenso
O ambiente político moçambicano continua marcado por forte tensão desde as eleições presidenciais de 2024, cujos resultados continuam a ser contestados por Venâncio Mondlane e apoiantes da oposição.
Nas redes sociais, o caso voltou a gerar debates intensos entre moçambicanos, com pedidos de investigação, justiça e redução da violência política no país.
Fonte: DW África
Por: Bendito Arnaldo






